O timeline do dia: hora a hora, da manhã ao último brinde
Nenhum casamento corre exatamente como no papel, e não é isso que se pretende. O que um bom horário faz é distribuir as folgas nos sítios certos, para que um atraso de vinte minutos às cinco da tarde não se transforme num jantar às onze da noite.

Construir de trás para a frente
O ponto fixo de um casamento não é a hora da cerimónia: é o pôr do sol. É ele que determina quando são as melhores fotografias, e tudo o resto se organiza à volta disso.
Escolhe-se a hora do pôr do sol para a data, define-se a partir daí a janela de fotografias do casal, e é para trás que se encaixa a cerimónia — não ao contrário.
Um horário-tipo de fim de tarde
Para um casamento de verão, com cerimónia ao ar livre:
- 16h30 — chegada dos convidados — água e sombra à entrada. Contar sempre trinta minutos de folga.
- 17h00 — cerimónia — vinte a trinta minutos. Ao ar livre, quanto mais curta melhor.
- 17h30 — cumprimentos — a parte que toda a gente subestima. Com duzentos convidados, não são dez minutos.
- 18h00 — cocktail — a hora e meia mais longa do dia em pé. É durante o cocktail que os noivos vão fotografar.
- 19h30 — entrada na sala — e é aqui que a maioria dos casamentos já leva meia hora de atraso.
- 20h00 — jantar — duas a três horas, consoante o número de momentos entre pratos.
- 23h00 — bolo e primeira dança — a transição para a festa. Não deixar arrastar.
- 23h30 — festa — até à hora combinada com o espaço, acordada por escrito muito antes.
Os três pontos onde se atrasa
O primeiro são os cumprimentos depois da cerimónia. Duzentas pessoas a cumprimentar dois noivos não demora dez minutos, demora quarenta. Orçar dez é garantir o atraso.
O segundo são as fotografias de grupo. Cada grupo que é preciso juntar — família, amigos de faculdade, colegas — leva cinco a dez minutos só a reunir as pessoas. Uma lista de seis grupos é uma hora.
O terceiro é a entrada na sala. Chamar duzentas pessoas do jardim para a mesa é um movimento lento, sobretudo se estiverem bem no cocktail. Contar quinze minutos só para isso.
A folga que salva o dia
A regra prática é somar trinta minutos de folga distribuídos ao longo da tarde, e não os anunciar a ninguém.
Se o dia correr no horário, ganha-se meia hora de festa. Se não correr, ninguém deu por nada — que é exatamente o objetivo.
