Team building sem constrangimento: atividades que as equipas pedem para repetir
Quase toda a gente tem uma história de um team building constrangedor. Curiosamente, quase toda a gente também tem a memória de um dia com a equipa que correu muito bem. A diferença entre os dois é mais previsível do que parece.

Porque é que falha
Falha quando obriga a expor-se. Atividades que pedem às pessoas para dançar, representar ou partilhar coisas pessoais à frente de colegas colocam metade do grupo numa posição desconfortável — e essa metade passa o dia à espera que acabe.
Falha também quando é transparentemente uma metáfora. Adultos percebem imediatamente que construir uma torre de esparguete é suposto ensinar-lhes alguma coisa sobre colaboração, e a consciência disso mata o efeito.
O que resulta
Resulta o que tem um objetivo real e concreto, de preferência com as mãos, e em que a colaboração acontece porque é necessária e não porque foi pedida.
Uma prova de vinhos com um objetivo comum, uma atividade ao ar livre com equipas mistas, um desafio de cozinha, um percurso — o denominador comum é que ninguém está a ser observado a "fazer team building".
Misturar quem não se mistura
O maior valor de um dia destes não está na atividade: está em quem fica no mesmo grupo. Se as equipas se formarem sozinhas, cada departamento fica junto e o dia não produz nada que não acontecesse na cantina.
Formar os grupos previamente, cruzando áreas e antiguidades, é a decisão mais barata e mais eficaz de todo o programa.
A escala importa
Trinta pessoas e cento e cinquenta pessoas pedem coisas completamente diferentes. Até cerca de quarenta, é possível uma atividade única com todos. Acima disso, é preciso dividir em blocos que rodam, com um ponto de encontro comum.
O que não funciona em nenhuma escala é uma atividade desenhada para vinte pessoas aplicada a cem — passa a maior parte do tempo a ser gerida em vez de vivida.
Deixar tempo por ocupar
A parte de que as pessoas mais falam a seguir raramente é a atividade. É o almoço, a caminhada entre pontos, o copo no fim.
Um programa que enche o dia inteiro elimina precisamente aquilo que se foi ali procurar. Deixar espaços por ocupar não é falta de planeamento — é o planeamento.
