Quinta do Alto
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Flores de época: o que está bonito em cada mês do ano

Há uma decisão de decoração que se toma antes de todas as outras e que quase ninguém pensa como decisão: em que mês se casa. É ela que determina o que vai estar bonito, o que vai chegar cansado e o que vai custar o dobro.

Arranjo floral numa mesa de casamento na Quinta do Alto

Porque é que a época muda tudo

Uma flor de época é colhida perto, viaja pouco e chega ao florista no dia. Uma flor fora de época atravessa meio mundo em câmara fria, e o que se ganha em ter exatamente aquela cor perde-se em frescura, em preço e, muitas vezes, em resistência ao calor do próprio dia.

A conta é simples: a mesma verba dá para o dobro do volume se se trabalhar com o que a estação oferece. E o resultado costuma ser mais bonito, porque acompanha a luz e as cores que estão lá fora nesse mês.

Primavera: Março a Maio

É a estação mais generosa. Tulipas, ranúnculos, anémonas, lilás, peónias no fim de Abril e princípio de Maio. As peónias são o exemplo perfeito do que aqui se defende: em Maio são acessíveis e espetaculares, em Setembro são importadas e caríssimas.

A paleta natural é clara e fresca — brancos, rosas pálidos, verdes novos. Combina bem com cerimónias ao ar livre de fim de tarde, quando a luz ainda é suave.

Verão: Junho a Setembro

Girassóis, dálias, hortênsias, lavanda, gipsófila, erva-doce. É também a altura em que o calor manda: flores de pétala fina murcham numa tarde de Agosto na Lezíria, e o que parecia perfeito às cinco da tarde chega ao jantar sem viço.

A escolha inteligente no verão é privilegiar espécies resistentes e apostar em folhagem e texturas — eucalipto, ramos de oliveira, gramíneas — que aguentam o dia inteiro sem darem sinais de cansaço.

Outono: Outubro e Novembro

Crisântemos, dálias tardias, cravos, folhagem em tons de ferrugem e vinho. É a estação mais subestimada e a que dá casamentos mais quentes de cor, muito alinhada com a paleta terrosa que os casais têm procurado.

A vantagem prática é dupla: as flores estão no auge e os fornecedores já saíram da corrida do verão, com mais tempo e melhor disponibilidade.

Inverno: Dezembro a Fevereiro

Amarílis, ilex, ramos de pinheiro, eucalipto, hipericão. A oferta é mais estreita, mas presta-se a arranjos densos e escuros que resultam muito bem à luz de velas, dentro de sala.

É a altura em que faz mais sentido investir menos em flor e mais em luz: velas, candeeiros, fogo. O ambiente ganha-se por aí.

Três perguntas para levar ao florista

Independentemente do mês, estas três perguntas poupam surpresas:

  • O que está em época na minha data e o que teria de vir de fora?
  • O que aguenta as horas todas sobretudo se houver cerimónia ao ar livre e um cocktail ao sol?
  • O que se pode reaproveitar os arranjos da cerimónia passam para as mesas do jantar, ou é tudo montagem nova?