Quinta do Alto
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Ementa de casamento: escolher pratos que agradam a duzentas pessoas diferentes

Há uma tensão em todas as ementas de casamento: os noivos querem que a refeição os represente, e ao mesmo tempo que ninguém saia da mesa com fome. As duas coisas são compatíveis, mas não em todos os pratos ao mesmo tempo.

Prato servido num casamento na Quinta do Alto

A regra dos dois terços

Uma ementa que funciona costuma ser dois terços consenso e um terço personalidade. O consenso está no prato principal — o momento em que ninguém pode ficar de fora. A personalidade está nas entradas, nos apontamentos e na sobremesa.

Invertido, o risco é alto: um prato principal arrojado que não agrade a um quarto da sala é o tipo de coisa de que os convidados falam durante anos, e não pelas boas razões.

O cocktail é onde se arrisca

É a parte da refeição em que cada pessoa escolhe o que come. Ninguém é obrigado a nada, e quem não gostar de uma coisa passa à seguinte sem que isso seja um problema.

É por isso o sítio certo para pratos regionais, sabores mais fortes e as ideias que representam o casal. E é também a parte que os convidados mais recordam.

Contar bem as quantidades

O erro mais frequente não é escolher mal: é subestimar o cocktail. É a fase mais longa em pé, muitas vezes a seguir a uma tarde inteira sem comer, e é onde os convidados realmente enchem.

Um cocktail curto seguido de um jantar generoso corre pior do que um cocktail bem servido e um jantar equilibrado.

Aproveitar bem a prova de menu

A prova serve para decidir, não só para provar. Vale a pena chegar com estas perguntas:

  • Como se comporta a cem — este prato empratado para duas pessoas é o mesmo que sai para duzentas?
  • O que é ajustável — dá para trocar um acompanhamento, aligeirar um molho, mudar um ponto de cozedura?
  • As alternativas — o que come um vegetariano nesta ementa, e é um prato pensado ou uma adaptação?
  • A sequência — entradas, principal e sobremesa fazem sentido em conjunto ou são três boas ideias separadas?

Quem leva à prova

Duas pessoas decidem. Seis pessoas discutem. Levar os pais dos dois lados a uma prova de menu é uma forma quase garantida de sair de lá sem decisão nenhuma.

Se houver quem precise de ser ouvido, o momento é antes — e a prova fica para quem decide.